A queda de Maduro: impactos na América Latina e Brasil

A queda de Maduro: impactos na América Latina e Brasil

Publicado em 06 de janeiro de 2026Atualizado em 11 de junho de 2026

  Mais do que as maiores reservas mundiais de petróleo, a Venezuela tornou-se, desde o golpe dado por Hugo Chávez, um importante centro operacional da esquerda na América Latina, com grande influência de Cuba, China e Rússia. O regime venezuelano, há muito tempo considerado uma ditadura, passou a ser oficialmente considerado ilegítimo pelas principais nações desenvolvidas, após a fraude nas eleições de 2024. Lula é um dos que mais perde: mesmo com as provas de fraude eleitoral e contra a comunidade internacional, demonstrou pessoalmente apoio ao ditador. Donald Trump, que vem mexendo no tabuleiro geopolítico mundial, passa a mudar toda a situação da América Latina com a deposição de Maduro. A mudança de forças na região tem impactos no Brasil e ainda veremos seus efeitos até as eleições de outubro.

O dia 03 de Janeiro de 2026 será lembrado pelo sucesso de uma operação militar dos Estados Unidos em solo venezuelano. Um ataque cirúrgico, sem resistência e sem baixas civis ou de militares americanos, capturou o ditador da Venezuela, acusado de fraude nas eleições e de ligação com o nar0tr4fic0. Nicolás Maduro foi caputurado vivo, sem ferimentos e deverá responder à justiça americana e uma transição de poder será colocada em curso em nosso vizinho.

O fim do regime

Dessa forma, chega ao fim um regime que comandava a Venezuela há mais de 25 anos e comprovadamente tem ligações com o narcotráfico, as mais influentes, longevas e nocivas ditaduras do mundo e um esquema de corrupção que envolvia o financiamento de campanhas políticas na América do Sul e em outros continentes. Uma enorme perda para a rede que se formou com o apoio da inteligência revolucionária cubana e a participação de Hugo Chávez, que iniciou a derrocada da economia venezuelana nas últimas duas décadas.

A posição oficial dos Estados Unidos

Em seu pronunciamento após a detenção de Maduro, Donald Trump e seu poderoso secretário Marco Rubio deixaram claros recados: os Estados Unidos podem fazer novas operações no continente e não permitirão que a região tenha, mais uma vez, o poder tomado à força, a vontade popular suprimida e os governos a serviço de China e Rússia. Pouco importa se a ONU ameaçar com reprimendas ou mesmo a imposição de sanções. Os Estados Unidos têm a diplomacia, economia, força militar e inteligência a seu favor e usarão cada um desses fatores como nunca para recuperar sua hegemonia no continente.

Em dezembro veio a público um documento oficial do governo americano em que são dadas as diretrizes da política externa dos Estados Unidos, com destaque à redução da influência da China sobre os países da América Latina. Se implantada com sucesso, essa política externa não dará mais espaço a ditaduras como a de Chávez / Maduro, liberdade na movimentação de drogas com destino aos Estados Unidos ou fraude em eleições como a de 2024 na Venezuela.

Como isso impacta o Brasil

A proximidade do regime venezuelano com o presidente Lula é notória, comprovada pelo apoio do brasileiro a Maduro, por tantas vezes externado, terá implicações. Por meio do Foro de São Paulo e de seu prócer brasileiro, o presidente Lula, o país passou a ter estreitas alianças a regimes ditatoriais como os já mencionados e ainda Irã e Coréia do Norte, que depois de longos anos voltou a ter uma representação diplomática em Brasília.

Pouco a pouco, porém, a mão pesada de Trump vem obtendo importantes vitórias, virando o jogo geopolítico em todo o mundo, mas em especial na América Latina. A região, que foi tomada pela esquerda por longos anos, hoje está, em sua maioria voltada à direita – e assim deve seguir em um futuro próximo. Os exemplos de desmandos das forças de esquerda, sobretudo na economia e liberdade de expressão foram registrados pela população de todos os países, que não mais aceitam tal controle.

Se Lula já intercedeu a favor de candidatos de esquerda na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, entre outros, hoje teria de concorrer com o maior poder bélico do mundo, que não cederá em sua determinação pela hegemonia na região. E novas interferências, sejam externas ou mesmo internas, não serão admitidas.

É cedo para sabermos exatamente quando veremos a Venezuela livre dos que participaram da fraude nas eleições e de volta ao cominho da prosperidade, mas as mudanças acontecerão e tendem a ser mais um fator de influência na decisão de eleitores em todo o continente. A nação paupérrima, porém, dona das maiores reservas mundiais de petróleo, voltará a crescer e será exemplo para muitos países.

Conclusão

O governo Lula sentirá os efeitos dessa mudança e terá de reavaliar sua estratégia para manter-se no poder - não é segredo que a perenização no poder sempre esteve nos planos da cúpula de seu partido. A reunião de emergência e a reação oficial do governo imediatamente após a captura de Maduro já foram sinais claros disso.

As forças políticas em Brasília, já abaladas pelo caso do banco Master, rombo dos Correios e desfalque de aposentados do INSS, entre outros escândalos, passarão por um novo teste e a insegurança institucional não será resolvida tão cedo. As próximas semanas e meses, mesmo antes do período eleitoral oficial, com o registro de candidaturas, serão cruciais para entendermos como ficará o equilíbrio de forças no país.

Em um cenário desses, a diversificação internacional é uma proteção contra incertezas e o risco-país. Saiba como reduzí-lo em meio a essas mudanças e aproveitar com segurança as melhores oportunidades. Clique no botão vermelho e agende uma reunião com nosso time.

 

João Augusto C. Fernandes

Escrito por

João Augusto C. Fernandes

Sócio da Wiser Investimentos | BTG Pactual e fundador da plataforma InvestGlobal.

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