A saída quando o país se divide em dois extremos

A saída quando o país se divide em dois extremos

Publicado em 12 de dezembro de 2025Atualizado em 11 de junho de 2026

Estamos a praticamente um ano do resultado das eleições, mas já vemos o mercado financeiro e o setor produtivo preocupados. O cenário torna-se mais complexo com forças antagonicas em uma acirrada disputa por poder que ultrapassa todos os limites de normalidade e que tem efeitos devastadores à economia do país. Em meio a essa complexidade, o cidadão comum que investe suas economias como forma de preservação de capital, precisa avaliar as alternativas a seu alcance.

Em 2026 teremos uma das mais importantes e certamente o mais polarizado e complexo de todos os processos eleitorais que já tivemos no país. O ambiente político expandiu-se a áreas que deveriam ser isentas, até por força constitucional, mas que cada vez mais avança sobre o ‘sistema’ que comanda nossos destinos.

O histórico

A julgar pela eleição passada (2022) e pelos ânimos de todos os envolvidos desde então, deveremos ver propagandas eleitorais rudes, desleais, que tendem a acentuar as diferenças entre as forças de esquerda, que hoje representa o establishment, e direita. Feridas ainda mais abertas e risco de interferência judicial no processo devem compor o cenário.

Em um momento em que a economia precisará de um reforço para manter empregos e produção, veremos o movimento contrário: um provável aumento de impostos para cobrir os benefícios populistas que serão acelerados. Já são discutidos o aumento no Bolsa Família e transporte público gratuito. O resultado de tal excrescência populista é certo: rombo fiscal, endividamento exagerado, redução do consumo, queda do PIB, fuga de capitais do país.

Manutenção x mudança

Se reeleito, Lula só terá condições de seguir com alguma governabilidade - ainda que isso seja altamente prejudicial ao futuro do país - se fizer uma boa base parlamentar, o que aparentemente não ocorrerá. Se sobreviver às eleições, será apenas por sua figura e discurso voltado aos mais necessitados, que também são os mais sensíveis a suas promessas de assistencialismo.

Se tivermos um novo governante, será imperativo um forte ajuste nas contas públicas e no direcionamento da economia, com volta da austeridade e responsabilidade fiscal. E de qualquer forma, será difícil atrair investidores no início do mandato, como efeito da perda de credibilidade institucional que vem corroendo a imagem do Brasil desde 2023.

Manter investimentos com alguma previsibilidade e segurança, especialmente aqueles que são avessos a riscos e procuram abrigo em renda fixa também será uma tarefa difícil: a SELIC atual não é sustentável e terá de ser reduzida em algum momento - e caso não seja bem dosada, certamente será inconsistente e nociva.

O resultado de um cenário desses é mais do que incerto: será imprevisível, de alto risco e contaminante; o sofrimento econômico se acentua, contamina a política e a sociedade; a instabilidade se aprofunda e perdura acelerando o círculo vicioso.

A saída viável

Vimos o que aconteceu na Argentina nas últimas décadas, e podemos evitar que o mesmo ocorra por aqui. Se o cenário político é cinza e não há muito o que fazermos politicamente até as eleições, podemos ao menos proteger nosso capital com a diversificação internacional.

Mas a quem não tem familiaridade, investir no exterior pode soar muito complexo e desafiador. Como escolher a melhores corretoras internacionais para brasileiros, as instituições mais confiáveis? Como decidir entre renda fixa americana e as chamadas stocks – aliás, o que são stocks?

Termos simples, com os quais convivemos em nosso próprio sistema financeiro nacional e que ouvimos diariamente no Brasil passam a ter outra conotação para muitos, pelo simples fato de estarem sediados no exterior. A surpresa talvez venha ao esclarecermos que o investimento internacional é até mais seguro e tão simples quanto no nosso mercado.

As vantagens do investimento internacional

O índice S&P 500 indica as empresas mais seguras do mundo e é a principal referência aos investidores de todo o planeta; as bolsas americanas apresentam uma volatilidade muito menor do que a brasileira, além de ter mais de 10 vezes o número de empresas listadas; as ações (ou stocks) americanas têm maior liquidez (maior volume de negociação) o que ajuda na valorização e garante uma venda rápida em eventual necessidade. A renda fixa americana ainda é a mais segura do mundo, e associada à valorização do Dólar frente ao Real oferece uma rentabilidade semelhante aos altíssimos juros brasileiros.

Sob a ótica das instituições, regulação, segurança e confiabilidade do sistema, todas as vantagens estão do lado americano: por lá as leis são seguidas, não há interpretações fora do texto constitucional, os critérios de operação de bancos e corretoras são extremamente rígidos e investidores de todo o mundo confiam em um mercado que reúne empresas de todo o planeta – um verdadeiro hub mundial de investimentos.

Conclusão

Sob todos os aspectos, não há porque não buscar proteção internacional em um momento tão conturbado como o que vivemos. As eleições mais polarizadas da história do Brasil tendem a provocar ainda mais volatilidade, trazer mais insegurança e efeitos nocivos à evolução patrimonial de grande parte dos brasileiros.

Nossa missão é ajudar investidores a proteger seu capital em jurisdições que oferecem o que não temos - estabilidade, segurança,

previsibilidade e proteção cambial - por meio de  Informação de qualidade, ética, transparência e foco em rentabilidade com segurança.

Se você já tem consciência de que precisa agir para proteger seu patrimônio, mas não sabe como, entre em contato conosco.

Clique no botão vermelho e agende já uma reunião com nosso time.

João Augusto C. Fernandes

Escrito por

João Augusto C. Fernandes

Sócio da Wiser Investimentos | BTG Pactual e fundador da plataforma InvestGlobal.

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