Em uma análise fria, pragmática e sem qualquer viés, porque estamos vendo a União Européia e a China negociando tarifas com os Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro apenas aprofunda o abismo diplomático entre os dois países?
O estilo Trump
Não é novidade que nenhum deles morre de amores por Donald Trump, e que o próprio presidente americano não ajuda nessa relação. Negociador duro, de personalidade difícil e instável, para citar apenas algumas características, mas que tem levado pares, parceiros ou adversários à mesa de negociações com sucesso. E mesmo em economias muito mais relevantes do que a brasileira, seus interlocutores têm se disposto a rever posições, pois entendem que economia é pragmatismo, sem egos ou personalismos. O motivo disso é que um parceiro como os Estados Unidos não pode ser subestimado ou agredido.
A ideologia no campo brasileiro
Lula e seus mais próximos apoiadores, que sempre agiram de forma ideológica, o faziam de modo mais sutil nos mandatos anteriores. A esquerda em geral sempre rotulou os norte-americanos de ‘imperialistas’, esquecendo-se de que a China, para a qual abrimos todas as portas, é no mínimo igualmente imperialista. Busca aumentar sua influência no mundo, e o faz em especial entre as nações menos democráticas e desenvolvidas. Praticamente toda a Ásia tornou-se dependente da China, bem como a África, com dezenas de países assumindo enormes dívidas com a segunda maior economia do mundo. E a seguir dessa forma, o Brasil trilha um caminho muito parecido.
Nos alinhamos, vergonhosamente, a párias mundiais, como Venezuela, Rússia, Cuba e Irã, incluindo uma reaproximação à Coréia do Norte, que em 2024 voltou a ter embaixador no Brasil. Isso vem ocorrendo em diversas frentes: reiteradamente, lula defende o Irã, que há anos desenvolve um programa nuclear com fins militares e declaradamente deseja a aniquilação de Israel; considera a Ucrânia responsável pela guerra com a Rússia; não vê nada de anormal ou antidemocrático ocorrendo na Venezuela; pede ajuda à China para o controle das redes sociais no Brasil; financia obras em Cuba, quando no Brasil não temos capacidade de investimento em infraestrutura; repetidamente provoca os Estados Unidos com ofensas a Trump, a defesa de uma nova moeda que substitua o Dólar em transações internacionais ou a recusa em classificar as principais facções do narcotr4f1co do país como organizações terror1st4s.
Os verdadeiros parceiros comerciais
Maiores investidores internacionais no Brasil e os setores de maior representatividade.
- Estados Unidos (30-35%): Energia e Tecnologia. Investidores americanos também lideram na B3.
- Holanda (15-20%): Agronegócio e Infraestrutura.
- Espanha (10-12%): Financeiro e Infraestrutura.
- Alemanha (8-10%): Indústria e Energia.
- Japão (5-7%): Indústria e Agronegócio.
- China (5-7%): Energia e Infraestrutura.
- Canadá (4-6%): Mineração e Infraestrutura.
- França (4-6%): Indústria e Facilities.
- Reino Unido (3-5%): Financeiro e Energia.
- Singapura (2-4%): Infraestrutura e Logística.
Interesses nacionais ou partidários?
Um conjunto de comportamentos, declarações, acordos e decisões que nada tem de pragmático ou defesa de interesses nacionais. Ao contrário do que necessitamos, Lula tem se especializado, sem nenhum sinal de arrependimento ou dúvida, em afastar investidores que não sejam dos países do ‘eixo’, ignorando a monumental importância dos Estados Unidos em nossa economia.
São incontáveis as vezes em que Lula decepciona aqueles que esperavam um líder mais próximo do que foi em seus mandatos anteriores. A quem conhece melhor seu histórico e ideologia, no entanto, não chega a ser surpresa o novo comportamento. Lula não se importa com o mundo, mas com si próprio e seu projeto de poder.
Conclusão
Estamos nos aproximando de uma nova eleição, e o cenário certamente irá mudar: ou revertemos essa situação ou a agravamos ainda mais. O que temos a fazer, mais uma vez, é buscar proteção e diversificar nosso patrimônio em terras mais seguras.
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