Se você já leu sobre marcação a mercado e entendeu que o valor de um título de renda fixa oscila conforme as taxas de juros mudam, a próxima pergunta natural é: quais títulos específicos sofrem essa oscilação — e quais são relativamente estáveis?
A resposta depende de dois fatores fundamentais: o indexador do título (se tem taxa fixa ou variável embutida) e o prazo de vencimento (quanto mais longo, maior a sensibilidade). Conhecer esses fatores para cada instrumento que você possui é o que permite montar uma carteira de renda fixa adequada ao seu perfil — sem surpresas desagradáveis quando as taxas se movem.
Este artigo é o complemento prático do guia geral de renda fixa e marcação a mercado desta série. Aqui o foco é direto: instrumento por instrumento, o que oscila, o que não oscila, e por quê — tanto no mercado brasileiro quanto no americano.
Resposta rápida: Sofrem marcação a mercado: Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA+, debêntures e CRIs/CRAs com taxa fixa ou IPCA+, CDBs prefixados e fundos de renda fixa com esses ativos na carteira. Não sofrem (ou sofrem muito pouco): Tesouro Selic, CDBs pós-fixados (% do CDI), LCIs e LCAs pós-fixadas e fundos DI de curto prazo. A regra é simples: se há taxa percentual fixa no nome do título, há marcação a mercado. Nos EUA, a lógica é idêntica — T-Bills não oscilam; T-Notes e T-Bonds de prazo mais longo, sim.
A regra que explica tudo
Antes de detalhar cada instrumento, vale fixar a regra central que organiza toda essa análise. Marcação a mercado ocorre porque, quando as taxas de mercado sobem, os títulos que já existem — emitidos a taxas menores — precisam ser reajustados para baixo para competir com os novos. Esse reajuste acontece exatamente nos títulos que têm uma taxa fixa travada no momento da emissão.
Títulos pós-fixados puros não têm esse problema: sua taxa já é variável por natureza, acompanhando a referência de mercado diariamente. Não há distorção a corrigir — o título já está sempre "a mercado".
Portanto, a pergunta que organiza tudo é uma só: este título tem uma taxa percentual fixa embutida? Se sim, sofre marcação a mercado. Se não — se paga um percentual de uma taxa variável —, praticamente não oscila.
Títulos que sofrem marcação a mercado
Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F)
O caso mais direto. A taxa está inteiramente travada no momento da compra — por isso o nome "prefixado". Uma LTN que paga 15% ao ano vai pagar 15% ao ano independentemente do que acontecer com a Selic. Se o mercado passar a exigir 17% ao ano para o mesmo prazo, o preço desse título cai até que sua rentabilidade efetiva equivalha a 17%.
Títulos com vencimentos mais longos têm duration maior e oscilam proporcionalmente mais. Uma NTN-F com vencimento em 2033 oscila muito mais do que uma LTN com vencimento em 12 meses — mesmo que ambas sejam "Tesouro Prefixado". Em junho de 2026, prefixados longos chegaram a pagar 15,58% ao ano, gerando perdas expressivas de marcação para quem havia comprado prefixados a 12% nos meses anteriores.
Tesouro IPCA+ (NTN-B)
É um título híbrido: paga a variação do IPCA mais uma taxa real prefixada. É exatamente essa parte prefixada — os 6%, 7% ou 8,5% acima da inflação — que oscila com as taxas de mercado.
Quanto maior o prazo, maior a duration e maior a volatilidade. O Tesouro IPCA+ 2055 pode perder 20% a 30% de valor de mercado num ciclo de alta de juros — mesmo que os títulos sejam corretamente pagos pelo Tesouro e mesmo que o investidor vá receber exatamente o que foi contratado se mantiver até o vencimento. Em junho de 2026, o IPCA+ chegou a pagar 8,5% acima da inflação — a maior taxa real desde 2008 — gerando perdas significativas de marcação para quem estava posicionado em NTN-Bs compradas a taxas menores.
Debêntures prefixadas ou IPCA+
Títulos corporativos com taxa prefixada ou indexados ao IPCA também sofrem marcação a mercado pela mesma lógica dos títulos soberanos. Há, porém, uma camada adicional: o risco de crédito do emissor. Se a percepção de risco da empresa emissora piorar — por piora nos resultados, aumento do endividamento ou deterioração do setor —, o spread de crédito exigido pelo mercado aumenta, e o título perde valor mesmo sem alteração nas taxas soberanas.
Isso significa que uma debênture IPCA+ pode sofrer marcação a mercado negativa por dois caminhos independentes: alta nas taxas soberanas (como todos os IPCA+) ou deterioração do crédito do emissor (específico à empresa). É uma dupla exposição que o investidor precisa ter clareza ao entrar nessa classe.
CRIs e CRAs prefixados ou IPCA+
Seguem a mesma lógica das debêntures, com um agravante relevante: o mercado secundário de CRIs e CRAs é significativamente menos líquido do que o de debêntures ou títulos públicos. Isso significa que, em momentos de estresse, a saída antes do vencimento pode ser mais difícil — e o deságio necessário para encontrar comprador pode ser maior do que em títulos com liquidez mais ampla.
CDBs prefixados
CDBs emitidos com taxa prefixada também sofrem marcação a mercado. Na prática, porém, a maioria dos CDBs prefixados não tem liquidez diária — o investidor recebe o valor contratado no vencimento e ponto. A marcação a mercado afeta o valor teórico do título, mas como raramente são negociados antes do vencimento no mercado secundário, o impacto é principalmente contábil para o investidor pessoa física que mantém o título até o final.
Regra prática: se o título tem uma taxa percentual fixa no nome — seja a taxa total (prefixado) ou o spread acima da inflação (IPCA+) —, ele sofre marcação a mercado. Quanto mais longo o prazo, maior a volatilidade de preço no curto prazo.
Títulos que não sofrem marcação a mercado — ou sofrem muito pouco
Tesouro Selic (LFT)
O único título soberano brasileiro praticamente imune à marcação a mercado. Sua rentabilidade é ajustada diariamente pela taxa Selic — portanto, não há taxa fixa embutida que precise ser reajustada quando o mercado muda. O preço do título sobe de forma suave e contínua, independentemente do ambiente de juros.
Em momentos de estresse extremo de mercado, pode haver leve deságio — como ocorreu em setembro de 2020, quando o mercado passou por disfunção severa de liquidez. Mas a oscilação é mínima e transitória em comparação a qualquer título com taxa fixa. Para o investidor que precisa de estabilidade e liquidez, o Tesouro Selic é o instrumento de referência.
CDBs pós-fixados (% do CDI)
Como a remuneração acompanha o CDI diariamente, não há taxa fixa a ser descontada quando as condições de mercado mudam. O preço do título sobe de forma previsível e linear. São os instrumentos de renda fixa bancária com menor volatilidade de preço — ideais como reserva de emergência, âncora de liquidez da carteira ou destino temporário do capital enquanto o investidor aguarda oportunidades mais atrativas.
A diferença entre CDBs de bancos grandes e pequenos não está na volatilidade de preço — está no risco de crédito do banco emissor e na cobertura do FGC (até R$ 250.000 por CPF por instituição). Para valores dentro do limite do FGC, ambos são equivalentes em termos de segurança.
LCIs e LCAs pós-fixadas (% do CDI)
Seguem a mesma lógica dos CDBs pós-fixados — com a vantagem adicional da isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Uma LCI a 95% do CDI isenta equivale, na alíquota de IR de 15%, a um CDB tributável pagando aproximadamente 112% do CDI. O perfil de risco de mercado é igualmente baixo.
Atenção a um detalhe importante: LCIs e LCAs prefixadas — aquelas com taxa expressa como percentual fixo ao ano (como 12% a.a.) — sofrem marcação a mercado normalmente. A isenção fiscal não muda a mecânica de oscilação de preço. É a estrutura do indexador que determina a volatilidade, não o benefício fiscal.
Fundos DI de curto prazo
Fundos que investem majoritariamente em Tesouro Selic e ativos pós-fixados de curto prazo têm volatilidade de cotas mínima. São a alternativa mais prática para quem quer liquidez diária com risco de marcação a mercado próximo de zero — com a vantagem da gestão profissional da carteira. O come-cotas semestral (antecipação de IR em maio e novembro) é o principal custo adicional em relação ao investimento direto no Tesouro Selic.
Regra prática: se o título paga um percentual de uma taxa variável (como 100% do CDI ou 105% da Selic), ele não sofre marcação a mercado relevante. A rentabilidade varia conforme os juros sobem ou caem — mas o preço do título permanece estável.
O caso especial: fundos de renda fixa marcam a mercado todos os dias
Um ponto que surpreende muitos investidores: fundos de renda fixa — mesmo os chamados "fundos de crédito privado" ou "fundos de inflação" — são obrigados pela CVM a marcar suas cotas a mercado diariamente. Isso significa que a cota do fundo reflete o valor de mercado de todos os títulos da carteira a cada dia — independentemente de os títulos estarem sendo pagos normalmente pelo emissor.
A implicação prática é relevante: um fundo de inflação que investe em Tesouro IPCA+ e NTN-Bs pode ter sua cota caindo mesmo que o Tesouro esteja honrando todos os pagamentos. Não é perda permanente — é marcação a mercado dos títulos na carteira. Mas o investidor que não entende esse mecanismo pode resgatar o fundo exatamente no pior momento, realizando uma perda que era apenas temporária.
Por isso, ao avaliar um fundo de renda fixa, é essencial entender a composição da carteira: se o fundo investe principalmente em Tesouro Selic e pós-fixados, a volatilidade da cota será mínima. Se investir em Tesouro IPCA+ longo ou debêntures prefixadas, a cota pode oscilar significativamente — mesmo sendo classificado como "renda fixa" na prateleira da corretora.
Dois fundos de renda fixa com rentabilidades históricas similares podem ter perfis de risco radicalmente diferentes dependendo de onde investem. Ler o regulamento e o relatório mensal de composição de carteira é uma etapa que o investidor informado não pula.
Marcação a mercado nos títulos americanos
A lógica da marcação a mercado nos títulos americanos é exatamente a mesma do Brasil — a mecânica de duration, taxa fixa e sensibilidade a juros é universal. O que muda são os instrumentos, os nomes e o ambiente de taxas.
O Fed Funds Rate como equivalente da Selic
O banco central americano (Federal Reserve) define o Fed Funds Rate — a taxa básica de juros dos EUA — da mesma forma que o Copom define a Selic no Brasil. Quando o Fed sobe os juros, os títulos americanos com taxa fixa perdem valor de mercado. Quando o Fed corta, esses títulos se valorizam. Em junho de 2026, o Fed sinalizou postura hawkish — com nove membros do FOMC projetando alta de juros ainda no ano —, criando pressão de marcação a mercado negativa para os títulos americanos de prazo mais longo.
T-Bills: o equivalente americano do Tesouro Selic
Treasury Bills são títulos do Tesouro americano com vencimento de até 52 semanas. Por seu prazo extremamente curto, têm duration muito baixa e praticamente não sofrem marcação a mercado relevante. Em junho de 2026, T-Bills de curto prazo pagavam acima de 4% ao ano em dólar — com risco de crédito praticamente nulo (o governo americano é o emissor soberano de referência global) e volatilidade de preço mínima.
Para o investidor brasileiro que busca renda fixa em moeda forte com estabilidade de preço, T-Bills de curto prazo via corretora americana (como Interactive Brokers) ou fundos equivalentes são o instrumento mais adequado — o equivalente funcional do Tesouro Selic, mas denominado em dólar.
T-Notes e T-Bonds: duration alta, oscilação real
Treasury Notes têm prazo de 2 a 10 anos; Treasury Bonds têm prazo de 20 a 30 anos. Ambos têm taxa de cupom fixa definida no momento da emissão — e, portanto, sofrem marcação a mercado da mesma forma que o Tesouro Prefixado brasileiro.
Um T-Bond de 30 anos com duration próxima de 20 anos perde aproximadamente 20% de valor de mercado para cada aumento de 1 ponto percentual nas taxas americanas de longo prazo. O ciclo de alta do Fed entre 2022 e 2023 — quando o Fed subiu os juros de 0,25% para 5,50% em 18 meses — foi o pior período para os T-Bonds em décadas, com perdas de marcação a mercado superiores a 40% nas posições mais longas. ETFs como o TLT (iShares 20+ Year Treasury Bond ETF) chegaram a perder mais de 50% de seu valor de pico durante esse ciclo.
TIPS: o equivalente americano do Tesouro IPCA+
Treasury Inflation-Protected Securities (TIPS) são os títulos americanos indexados à inflação — o equivalente direto do Tesouro IPCA+ brasileiro. Pagam a variação do CPI (Consumer Price Index americano) mais uma taxa real prefixada. Têm exatamente o mesmo perfil de risco de marcação a mercado que o Tesouro IPCA+: a parte prefixada (a taxa real) oscila com as condições de mercado, gerando volatilidade de preço — especialmente nos prazos mais longos.
Títulos corporativos americanos (Corporate Bonds)
Seguem a mesma lógica das debêntures brasileiras: taxa fixa de cupom, sujeita à marcação a mercado pela variação das taxas soberanas, com o spread de crédito do emissor como camada adicional de risco. Investment grade bonds (emitidos por empresas como Apple, Microsoft, Johnson & Johnson) têm spreads menores e oscilam mais próximo dos Treasuries. High yield bonds têm spreads maiores e maior sensibilidade ao risco de crédito específico do emissor.
A vantagem estrutural do mercado americano para renda fixa
Para o investidor brasileiro que opera no mercado americano, a marcação a mercado dos Treasuries tem uma vantagem que os títulos brasileiros não oferecem na mesma escala: liquidez. O mercado secundário de Treasuries é o mais líquido do mundo — qualquer quantidade de títulos pode ser vendida a qualquer momento com spreads mínimos entre o preço de compra e venda. Isso significa que, se o investidor precisar sair antes do vencimento, o custo de saída é muito menor do que em títulos brasileiros equivalentes, especialmente em crédito privado.
Quadro comparativo: o que oscila e o que não oscila
Uma síntese prática por tipo de título e mercado:
Oscila muito (duration alta): Tesouro IPCA+ com vencimento longo (2035, 2045, 2055), NTN-F com vencimento longo, T-Bonds americanos de 20-30 anos, TIPS de prazo longo, debêntures e CRIs/CRAs IPCA+ de prazo longo;
Oscila moderadamente (duration média): Tesouro Prefixado com vencimento intermediário (3-5 anos), Tesouro IPCA+ com vencimento de 5-10 anos, T-Notes americanas de 5-10 anos, corporate bonds de prazo médio;
Oscila pouco (duration baixa): Tesouro Prefixado com vencimento curto (até 2 anos), CDBs prefixados de curto prazo, T-Notes americanas de 2 anos;
Praticamente não oscila (pós-fixado puro): Tesouro Selic (LFT), CDBs e LCIs/LCAs pós-fixados (% CDI), fundos DI de curto prazo, T-Bills americanas de até 52 semanas.
Como usar esse conhecimento na prática
Entender quais títulos oscilam — e quanto — permite tomar três decisões mais informadas:
Adequar o prazo ao objetivo: dinheiro que pode ser necessário em menos de 2 anos não deveria estar em títulos com duration longa. O risco de precisar vender com deságio é real e frequentemente subestimado;
Usar a oscilação ativamente: em ciclos de queda de juros, títulos com duration alta se valorizam mais do que os de duration baixa. Quem entende isso pode posicionar a carteira para capturar não apenas a rentabilidade contratada, mas também o ganho de capital da marcação a mercado positiva;
Diversificar entre perfis de duration: combinar uma âncora de liquidez pós-fixada (Tesouro Selic ou CDB CDI) com posições em títulos de duration mais longa cria uma carteira que captura oportunidades de marcação positiva sem sacrificar a estabilidade total.
O mercado secundário: como sair de um título antes do vencimento
Realizar o ganho de marcação a mercado exige vender o título antes do vencimento — e é aí que entra o mercado secundário. Pense nele como o mercado de carros usados: assim como um carro novo é vendido pela concessionária (mercado primário), um carro já emplacado é negociado entre proprietários (mercado secundário). Com títulos de renda fixa funciona da mesma forma: o mercado secundário é onde títulos já emitidos mudam de mãos antes de vencer.
Na prática, o investidor não precisa encontrar o comprador por conta própria. A negociação ocorre sempre por meio da corretora ou escritório de investimentos — que acessa o mercado secundário e executa a venda pelo preço vigente, que já incorpora a marcação a mercado do momento.
A liquidez, porém, varia bastante por instrumento. O Tesouro Direto garante a recompra diária dos títulos pelo próprio Tesouro Nacional — o investidor sempre tem saída, com liquidação em D+1. CDBs, LCIs e LCAs em geral não têm mercado secundário ativo: a saída antecipada depende de o banco emissor aceitar recomprar o título, o que nem sempre ocorre nas melhores condições. Debêntures, CRIs e CRAs têm mercado secundário via corretora, mas com liquidez mais restrita — encontrar comprador pode levar dias e envolver algum deságio.
Nos Estados Unidos: liquidez que não tem equivalente no Brasil
O mercado secundário americano de renda fixa é o mais líquido do mundo. Treasuries são negociados em volume superior a US$ 600 bilhões por dia — qualquer posição pode ser vendida a qualquer momento, com spreads mínimos, via corretora americana. ETFs de renda fixa como o TLT (Treasuries longos) e o IEF (Treasuries de prazo médio) funcionam como ações: são negociados em tempo real durante o horário de mercado, com liquidez intradiária e acesso pelo mesmo aplicativo da corretora. Para o investidor brasileiro que quer aproveitar ciclos de marcação a mercado, essa liquidez estruturalmente superior é uma vantagem concreta em relação ao mercado doméstico.
Checklist: você conhece o perfil de oscilação da sua carteira de renda fixa?
Você sabe quais títulos da sua carteira têm taxa fixa embutida — e, portanto, sofrem marcação a mercado?
Conhece a duration aproximada das suas posições mais longas?
O prazo dos seus títulos é compatível com o horizonte em que pode precisar do dinheiro?
Se tem fundos de renda fixa, sabe se a carteira deles é composta principalmente de pós-fixados (baixa volatilidade) ou de prefixados e IPCA+ longos (alta volatilidade)?
Para a parcela em renda fixa americana, está ciente da diferença de comportamento entre T-Bills (estáveis) e T-Bonds (oscilam)?
Conclusão: o indexador determina o risco, o prazo determina a magnitude
A marcação a mercado não é uma anomalia nem um defeito dos títulos de renda fixa — é uma característica estrutural que reflete como o dinheiro tem valor no tempo. Títulos com taxa fixa carregam essa característica por definição; títulos pós-fixados puros a eliminam.
O investidor que entende essa distinção não precisa evitar a marcação a mercado — precisa gerenciá-la. Usar títulos pós-fixados como âncora de liquidez, usar títulos de duration longa para capturar ciclos de queda de juros, e entender o perfil de cada fundo de renda fixa antes de investir são as três habilidades práticas que esse entendimento habilita.
Tanto no Brasil quanto nos EUA, a lógica é a mesma. O que muda são os nomes dos instrumentos e o banco central que define a taxa de referência. Os princípios — taxa fixa oscila, taxa variável não oscila, duration amplifica a sensibilidade — são universais.
Use o Mapa do Investidor Internacional para entender como estruturar a parcela de renda fixa da sua carteira — doméstica e internacional — de forma adequada ao seu perfil e horizonte. Se preferir conversar com nosso time, clique no botão vermelho.
As informações deste artigo têm caráter educativo e refletem dados disponíveis em junho de 2026. Taxas e condições de mercado mudam diariamente. Nada neste conteúdo constitui recomendação individual de investimento. Consulte sempre um profissional habilitado antes de tomar decisões.








